GLOBALIZAÇÃO PARA QUEM?
A GLOBALIZAÇÃO COM OU SEM VALORES
Antes de mais nada, a globalização é um fato a constatar. Vivemos num mundo integralmente conhecido, um mundo onde tudo pode virtualmente ser posto em contato com tudo, onde as distâncias são reduzidas, onde empresas podem implantar-se por toda parte ou externalizar suas atividades, um mundo onde capitais circulam, investem-se e se retiram muito livremente, com o auxílio de uma tecnologia de comunicação que por sua vez decuplica o efeito de uma tal co-participação. 1. Os críticos da globalização só podem lançar suas restrições sobre o fundo de uma globalização já existente; ninguém gostaria de retornar ao isolamento, mas cada um defende uma globalização contra outra; A alternativa diante da qual os países ocidentais se vêem situados não é entre uma dominação sem partilha sobre o mundo e uma culpa difusa e impotente em relação às outras culturas, com freqüência muito mais miseráveis do que a deles. A atitude crítica é uma terceira via, mais fecunda, para apreciar simultaneamente nossas realizações e nossas falhas. Ela é um recurso de pensamento e de ação em prol de uma globalização apoiada em valores humanos reais. (Por: Monique Canto-Sperber) _________________________________________________________________ EMENTA Os conceitos de globalização e a relação entre o local e o global. Os meios de comunicação no processo de globalização e os paradoxos da globalização. OBJETIVOS Apresentar e discutir o fenômeno de globalização, enquanto nova etapa do desenvolvimento capitalista baseada nas tecnologias de comunicação e informação, e as possíveis conseqüências para a organização da sociedade. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO *Revisão da história contemporânea; METODOLOGIA DE ENSINO Aulas expositivas, debates em sala e leitura de textos. Dinâmicas individuais e em grupo. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO *Notas das dinâmicas em aula, dos trabalhos feitos em grupo e dos trabalhos individuais (4,0 pontos). BIBLIOGRAFIA BÁSICA BARRET-DUCROCQ (org). Globalização para quem?: uma discussão sobre os rumos da globalização. São Paulo: Futura, 2004. BARBER, Benjamin. McMundo x Jihad. Rio de Janeiro: Record,2003. HELD, David e MC GREW, Anthony. Prós e contras da globalização. Zahar, 2000. IANNI, Octavio. A era do globalismo. Civilização Brasileira, 1997. MORAES, Denis de (org). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2003. MORAES JR, Enio. A Hipercultura e os Conflitos do Jornalismo como Espaço de Cidadania. Trabalho aprovado para o XXX Congresso Intercom. 2007. ____________. O olhar e as lentes de Evandro Teixeira. Monografia entregue na disciplina. Questões da imagem. Doutorado em Ciências da Comunicação: ECA / USP, 2007. TEIXEIRA, Elenaldo. O Local e o Global. São Paulo: Cortez, 2002. WILLIANS E. Biernazki, S.J. Globalização da comunicação. Comunicação e Educação. São Paulo: Edusp, 2000. (AULA DE: 10/08/2007)
A globalização foi durante muito tempo uma iniciativa ocidental. Isso está particularmente claro no aspecto econômico. De fato, ela é suscitada essencialmente pela necessidade de descentralizar empresas em busca de melhores condições de mão-de-obra ou de taxação, exige a liberdade de comércio a fim de conquistar novos mercados na terra inteira e induz a aproveitar a diversidade das taxas de câmbio para fazer frutificarem os capitais.
Embora o Ocidente exerça um papel essencial nessa complexa rede de trocas, seria mais justo falar de multipolaridade em vez de globalização em mão única. Por outro lado, está claro que o laisser-faire, laisser-aller, deixar correr, não é a única realidade dessas trocas. Elas se caracterizam mais por uma associação constante entre liberdade e regulação, com as mesmas pessoas exigindo liberdade para certas trocas e recusando-a para outras. Os que pedem a circulação dos bens e dos capitais opõem-se geralmente à livre circulação de pessoas. Os que desejam limitar ou taxar os fluxos de capitais são em geral favoráveis à circulação de pessoas. Essas observações ensinam claramente três teses:
2. O que causa dificuldade não é a globalização em si, mas aquilo que vem com a globalização em termos de perda de equilíbrio, de alteração de modos de vida em matéria de trabalhos e de consumo, em termos de exploração ou de invasão cultural, quando os produtos de uma civilização são importados em massa por um país sem que remetam à experiência histórica vivida por esse país;
3. A globalização é um fenômeno complexo e, portanto, não existe razão alguma para concebe-lo como um processo espontâneo, implacável, homogêneo, que não admitiria nenhuma regulação. A globalização não é uma lei da natureza, mas uma realidade construída por homens e mulheres.
*História da integração européia;
*Globalização e regionalização das comunicações;
*O declínio do império do ocidente;
*Conceituando a globalização;
*Globalização da comunicação;
*Regionalismo e globalismo.
*Prova (6,0 pontos).

Do Melhor
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olá meninas, como estão? esse já é o blog da disciplina, o trabalho? em todo caso, parabéns pela iniciativa. bj
Enio Moraes Júnior | 08-10-2007 - 20:52:29 GMT 1 #
Oi Tati, Valéria e Verônica. Assim que vcs atualizarem o blog, enviem um mail para a turma para que o pessoal possa conhecê-lo. Bjs
Ah! Não esqueçam também de avisar-me!!!
Enio Moraes Júnior | 22-11-2007 - 19:54:48 GMT 1 #
Prezadas;
Aqui estou a título de parabenizá-las pela iniciativa e diferencial que com certeza irão refletir em suas carreiras profissionais!
Att
Profª. MSc. Élica Paiva
Élica Paiva | 26-03-2008 - 15:00:17 GMT 1 #